11/11/2009

O segundo pesadelo

Indo para o supermercado com mais uns quinze desconhecidos atrás de mim. Tô de meias, o chão está molhado da chuva. Vejo pessoas correndo na direção contrária à minha, com extintores e mangueiras de água na mão. Quando me viro, vejo que é a minha casa que pega fogo.

Minha mãe está na porta e está diferente. Está com metade da minha altura, cabelos muito longos e presos, o rosto brilhando de tanto suor. Se algo pode me assustar nesse momento, nem é minha casa em chamas, mas sim minha mãe rindo desesperadamente enquanto tudo o que a gente tem está sendo consumido pelo fogo.

Comecei a correr em direção à minha casa, sempre com aquelas pessoas desconhecidas atrás de mim, coisa que me incomodava muito. Peguei a mangueira do jardim, entrei no meio do fogo e apaguei tudo sozinha. Só então é possível ver o cenário de destruição, tudo preto, em cinzas, com curiosa exceção dos meus pertences.

Agora minha mãe (que nem é minha mãe) chora.

-Calma mãe, eu sei que já é a segunda vez que passamos por isso, mas não vai acontecer novamente.

08/11/2009

O sonho de hoje.

Antes que a tinta da caneta que usei pra escrever na mão saia e eu me esqueça de escrever sobre isso.

Eu estava andando com o meu verdadeiro pai na rua de trás do meu prédio. O cenário era totalmente diferente desse daqui do centro, o chão era de terra, lambuzado de lama e estava escuro. Eu via pessoas passando do meu lado, conversando baixo e me metiam medo. Meu pai era estranho, magro demais, meio baixo, andava se arrastando e estava fumando um cigarro.
Escutei um barulho alto, me dei conta que era um tiroteio e saí correndo pela rua que era única. Me deparo com outro tiroteio logo mais à frente e percebo que estou no meio de um confronto. Sem ter pra onde correr, minha única saída foi arrombar uma porta de madeira, de uma casa velha. Entrei correndo e nem me lembrei do tal pai. Ele que ficasse para trás. A casa cheirava a mofo, lodo, coisa azeda do caralho. Nem tinha gente lá dentro, aproveitei pra me esconder no quarto.
Abaixada entre a cama e o guarda roupa, no escuro e sem ver porra nenhuma, a luz se acende. Um homem da cara sem cara aponta uma arma pra mim. Quatorze tiros na barriga, que depois eu tirei como se tiram espinhas.

07/11/2009

Eu nunca tinha vindo pra Goiânia à noite. No meio do caminho, a maior quantidade de vagalumes que já vi na vida, o céu em tons de rosa por causa do frio e a cidade brilhando bem longe.

05/11/2009

Lying

Às vezes (só às vezes), e de leve (bem de leve), sinto saudades da cobertinha azul.

04/11/2009

omfg.

Hermit crabs and cowry shells Crush beneath his feet as he comes towards you He's waving at you Lift him up to see what you can see He begins his focusing He's aiming at you And now he has cutaways from memories And close-ups of anything that He has seen or even dreamed And now he's finished focusing He's imagining lightning Striking sea sickness Away from here Look who's laughing now that you've wasted How many years and you've barely even tasted Anything remotely close to Everything you've boasted about Look who's crying now Driftwood floats, after years of erosion Incoming tide touches roots to expose them, Quicksand steals my shoe, Clouds bring the f-stop blues Look who's laughing now that you've wasted How many years and you've barely even tasted Anything remotely close to Everything you've boasted about Look who's crying now.