20/06/2009

Sou foda.

Tou onde quero, como eu quis. Falo com quem quero, na hora que quero. Bebo o que quero, fumo o que quero, durmo se quiser. Tenho minha familia e alguns poucos amigos. Pro inferno. Sou foda e ele não vai me botar pra baixo.

08/06/2009

É só uma vez no mês

O texto pode ser prematuro, daqueles que só saem em dia de TPM (deus queira que eu esteja de TPM), a arte pode ser solitária e egoísta e a ressaca moral pode ser apenas ironia do destino. Basta que todas as mudanças aconteçam pra que as coisas continuem como estavam.

Dor na coluna, lenço no pescoço, faz frio aqui. Isqueiro, cigarro, relógio, sofá, televisão, cinzeiro reciclado, fumaça. Lâmpada, mosquito, faz frio aqui. Chão gelado, janela fechada agora. Cadeira, computador, windows media player, música. Unha na boca, dedo na boca, cigarro. Piso marrom, dor na coluna, chão gelado, sofá, televisão. Cigarro apagado, isqueiro, cigarro aceso. Cigarro no fim. Bocejo. Escuro.

26/05/2009

Pronto

Pronto. Do branco e vermelho fez-se o rosa. Rosa é gay, mas a gente taca preto por cima e um pouco de verde, fazemos um gnomo, um caramujo e uma flôr. Depois disso, os dedos grudando de tinta, duas latinhas de leite condensado e um cigarro bastam.

21/05/2009

Letra da música

Estou sentada, corcunda, com o rosto melado de chorar e pensando em como escrever isso da forma menos idiota possivel. Eu nem sei se ainda tenho algo pra escrever, to com vontade de pular do quinto andar. Não ria, é o ultimo andar do meu prédio.
Nada mais perturbador do que uma mudança de estado civil e eu não estou falando de mim. Onde está você agora? Não, eu não estou perguntando, é só a letra da música, não pense que estou sentindo sua falta.

Chega de contradições, não me aguento mais.

17/05/2009

Por orgulho ou por medo.

Eu não esperava por ninguém naquele dia. Já não fazia diferença se ele estava por perto ou não, eu havia aprendido a me enganar. Maldita fossa! A campanhia toca. Abro a porta e mal posso acreditar, isso é um baita de um pesadelo. Me abraçou, estava com o perfume de sempre. Senti as costas largas, ele estava mudado, crescido, irreconhecível. Entrou na minha casa e isso também é uma metáfora. Jogou as coisas no sofá com o jeito de homem-da-minha-vida, pediu um livro. Eu encontro meus livros da minha cadeira, demoro meio segundo para isso, mas levei longos quatro minutos para achar o maldito Cidadão de papel. O que ele está fazendo aqui?
Senta, eu disse. Está tarde, tenho que ir. É que vou dormir em uma amiga, explicou, em voz meio baixa. Dei o ultimo abraço, que ele não correspondeu, por orgulho ou por medo, e o mandei embora, você não vai deixar a garota esperando, não é mesmo? A porta do elevador fechou mais lentamente que o normal, o botão térreo foi acionado, e, por orgulho ou por medo, eu não me abalei.