querido blog.,
como você deve saber, estou aqui porque me sinto um trapo.
me desculpe por todos os textos chatos e a mesma reclamação de sempre, mas acima de tudo me desculpe por só vir aqui quando me sinto assim.
você gosta disso, não é? lá no fundo você sabe que foi criado pra ser um canto de despejo, um museu virtual de todas as minhas frustrações e tesões. é por isso que eu não me preocupo muito com você. me lembro de ti somente à beira da morte e te uso com meu teclado velho e sem dentes.
sei que estou errada por te menosprezar tanto, afinal de contas você me conhece tão bem quanto ao mesma ao ter acesso aos meus rascunhos.
o bom de você ser assim é que eu posso continuar te usando por quanto tempo eu precisar, sem que você resmungue ou peça por carinho e atenção. que bom que você não se sente uma boneca inflável.
será que você é capaz de me dar algum conselho silencioso? será que esse conselho pode vir de mim pra mim mesma? será que essa porra de conselho existe?
agora somos eu e você e eu tenho tempo para te ler de cabo a rabo e ver todas as minhas caras, lágrimas, secreções e pedaços de mim mesma esquecidos no passado.
08/10/2012
23/09/2012
13/06/2012
Re-leitura
Estava acendendo um Hollywood vermelho quando levanto os olhos e o vejo na minha frente. Alto, magro, largo, branco e com um sorriso misterioso. Levei um susto, o cigarro caiu da minha boca e queimou a minha perna. Caralho, achei que estivesse sozinha em casa. Devo estar maluca, pensei.
De noite sonhei que ele me beijava, descia as mãos brancas pelos meus seios e me penetrava com os dedos de unhas grandes, de um jeito bruto, mas gostoso. Os dedos saíram banhados em sangue e eu acordei assustada.
O padre ouvia tudo com atenção, balançando a cabeça vagarosamente, concordando com um resmungo a cada frase minha. Me mandou rezar algumas Ave-Marias e pediu que eu não mexesse com o Diabo, ele estava na minha casa porque eu amava a luxúria, a morte e todas as coisas ruins descritas na Bíblia e que podiam ser vistas refletidas nos meus olhos.
Fui pra casa emputecida, não rezei nada. A noite chegou quente e eu rolava na cama de um lado para o outro. Foi aí que o vi do lado da minha cama, de pé, com meu gato nos braços. Ele diz que me ama, que gosta do meu perfurme, que é meu Incubus. Eu ouço tudo sem conseguir me mexer, o medo paraliza a minha carne.
A cama está quente, meio dura.
De noite sonhei que ele me beijava, descia as mãos brancas pelos meus seios e me penetrava com os dedos de unhas grandes, de um jeito bruto, mas gostoso. Os dedos saíram banhados em sangue e eu acordei assustada.
O padre ouvia tudo com atenção, balançando a cabeça vagarosamente, concordando com um resmungo a cada frase minha. Me mandou rezar algumas Ave-Marias e pediu que eu não mexesse com o Diabo, ele estava na minha casa porque eu amava a luxúria, a morte e todas as coisas ruins descritas na Bíblia e que podiam ser vistas refletidas nos meus olhos.
Fui pra casa emputecida, não rezei nada. A noite chegou quente e eu rolava na cama de um lado para o outro. Foi aí que o vi do lado da minha cama, de pé, com meu gato nos braços. Ele diz que me ama, que gosta do meu perfurme, que é meu Incubus. Eu ouço tudo sem conseguir me mexer, o medo paraliza a minha carne.
A cama está quente, meio dura.
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